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  • Foto do escritorLauser Zanetti Nunes Advogados

Retrospectiva 2022: os ataques que abalaram a cibersegurança no País.

Varejo Sites da Americanas e do Submarino, que pertencem ao grupo Americanas S.A, ficaram fora do ar após instabilidades e registro de acesso não autorizado. Na ocasião, ao acessar os sites das lojas, uma mensagem aparecia indicando a indisponibilidade de serviço devido a uma falha de DNS. Ainda sobre o caso envolvendo a Americanas, segundo um relatório financeiro divulgado pela companhia, a perda em vendas foi R$ 923 milhões durante período em que a varejista ficou impactada pelo incidente. Outro acesso não autorizado atingiu a Fast Shop. Ocorrido em junho deste ano, a empresa informou uma tentativa de ataque cibernético e que os cibercriminosos teriam conseguido acessar os serviços de nuvem da AWS, AZURE, IBM, GITLAB. O impacto foi tão grande que a varejista anunciou o fechamento das lojas e o adiamento de todos os pedidos online.


Educação No dia 18 de março, os sites do Grupo Marista ficaram fora do ar após sofrer um ataque cibernético. Ao acessar o portal, os usuários se deparavam com uma mensagem informando que parte dos sistemas operacionais estavam indisponíveis e que o Grupo seguia trabalhando para o restabelecimento. Já no mês seguinte, em abril, a ESMPU, Escola Superior do Ministério Público da União, anunciou que foi vítima de um ataque hacker em seus computadores, permitindo a criptografia de dados ao serem ligados. Governo O setor governamental foi o recordista de casos presente no Painel de Incidente na Security Report. Isso mostra o quanto os órgãos públicos seguem cada vez mais na mira dos cibercriminosos. Só em 2022, a Security Report noticiou mais de 15 casos envolvendo os Governos de vários estados do Brasil, Prefeituras, Justiça Federal, Sefaz, Tribunais de Justiça, Câmaras Municipais e Tribunais de Contas.


Finanças O segmento de Finanças no Brasil é um dos mais maduros no tema Segurança Cibernética. Um fornecedor de tecnologia do Banco PAN sofreu acesso não autorizado no dia 15 de março, o que causou uma exploração de vulnerabilidade que permitiu a cópia de dados cadastrais dos clientes. No segundo semestre deste ano, o Banco Central comunicou o vazamento de dados vinculados a 137.285 chaves Pix, atreladas à empresa Abastece Aí, responsável por oferecer um sistema de carteira digital com cashback para pagamentos. O incidente ocorreu entre os dias 1º de julho e 14 de setembro e envolveu dados como nome do usuário, CPF, instituição de relacionamento, agência, número e tipo da conta e data de criação da chave Pix.


Saúde O setor de saúde também virou alvo frequente dos cibercriminosos, como por exemplo, a Unimed Belém, que sofreu tentativas de ataques cibernéticos em seus sistemas operacionais. Um mês antes, a Golden Cross, empresa do setor de saúde suplementar no Brasil, sofreu grandes impactos em seus sistemas.


Mídia e Comunicação


Além das principais verticais do mercado, o segmento de mídia e comunicação foi atingido nos últimos meses deste ano. É o caso do Grupo Jaime Câmara, responsável pela TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás e Tocantins, um ataque cibernético em seus sistemas afetou a qualidade dos conteúdos ou até mesmo a indisponibilidade total, como no caso de algumas rádios ou sites de jornais. Uma das principais emissoras do País, a Record TV também não ficou de fora, um ataque cibernético obrigou a TV a encerrar sua programação ao vivo antes do previsto. Na ocasião, o jornal Fala Brasil estava no ar quando o sistema foi invadido pelos cibercriminosos e o informativo precisou ser interrompido, sendo substituído pela série Todo Mundo Odeia o Chris.





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